A decisão será tomada após uma assembleia marcada para a próxima quinta-feira (28), mas um médico já deu início ao movimento pedindo exoneração individualmente.
Caso fique sem cirurgiões, a direção do hospital estuda a possibilidade de executar um Plano de Calamidade, convocando os médicos militares em regime de emergência. “Se eles pedirem demissão coletiva terão de cumprir um aviso prévio de 30 dias e neste período vamos discutir as alternativas com a Secretaria de Saúde. Se for necessário, vamos dar início a um Plano de Calamidade recorrendo aos médicos do Exército como aconteceu no Recife há alguns anos”, explicou Flaubert Cruz, diretor técnico do Hospital Regional. O colapso no atendimento já começou. Na manhã de ontem, o Regional ficou sem cirurgião desde às 7h, impossibilitando o atendimento caso fosse necessário fazer uma operação de emergência. De acordo com a direção, os três médicos concursados que estavam na escala faltaram sem comunicar previamente.
“O que a gente pede é a paciência dos colegas, porque nós estamos no início de governo e ainda estamos buscando as soluções. Agente não parou o hospital, mas houve prejuízo nas pequenas cirurgias e as visitas nas enfermarias e estamos com muita dificuldade para manter as cirurgias. É uma situação caótica e preocupante, temos de tratar isso de forma urgente para evitar que vidas sejam perdidas em Campina Grande”, clamou o Flaubert Cruz.
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Fonte: Paraiba1