| Foto Ilustrativa |
A funcionária pública municipal de Santana de Mangueira, I.R.S., de 28 anos, não reconheceu o homem que ela havia acusado, inicialmente, de ter invadido sua residência e tentado estuprá-la na madrugada dessa quarta-feira, 13.
Ainda muito abalada emocionalmente e carregando feridas íntimas e corporais da luta que travou com o criminoso durante mais de 20 minutos para não ser violentada na presença desesperada do próprio filho, de apenas 4 anos, a mulher foi levada à delegacia santanense na tarde de ontem, mas não reconheceu o rapaz que ela havia acusado como sendo o autor do crime, momentos após o fato, durante declarações prestadas à Polícia Militar. “Ela disse que o quarto estava muito escuro e não deu para identificar seguramente o acusado, confundindo-o com outra pessoa, mas a vítima informou que deixou marcas de arranhões no homem que tentou violentá-la, o que é um caminho importante para a investigação”, comentou o delegado local Cristiano Santana.
Além de não ter sido reconhecido pela vítima, o rapaz inicialmente suspeito também não apresentava sinais de ferimento, conforme laudo médico, o que, segundo o delegado, atesta a inocência do homem, que foi liberado pela polícia.
Nesta segunda-feira, 18, o delegado vai pegar o depoimento da vítima para tentar colher mais detalhes sobre o crime. Outras pessoas também serão ouvidas. A polícia está trabalhando firmemente na tentativa de identificar e prender o autor do delito, já que, pelo tipo de ação criminosa que empreendeu, trata-se de um homem ousado e perigoso, conforme a autoridade policial.
A funcionária pública reside com o filho na Rua Denize Mangueira. O homem invadiu a residência pelo telhado, quando ela e a criança dormiam. Durante a luta corporal com o agressor, a mulher desmaiou e, quando retomou a consciência, o acusado já havia fugido sem, no entanto, consumar o ato sexual, conforme a própria vítima, que foi socorrida por vizinhos.
Um exame sexológico ao qual ela foi submetida no IML (Instituto de Medicina Legal) de Patos e cujo resultado sairá nos próximos dias, deverá atestar a informação prestada pela vítima de que não chegou a ser violentada sexualmente. Mas, conforme dr. Cristiano, para a lei penal não há diferença entre a tentativa e a consumação do ato sexual forçado: o acusado é punido pelo crime de estupro mesmo que não tenha conseguido concretizar seu intento sexual.
O delegado Cristiano Santana está trabalhando para esclarecer o caso, que chocou Santana de Mangueira e todo o Vale.
Maturéia1
Fonte: FolhadoVali