Em agosto, taxa de inadimplência avançou para 5,3%, informa instituição.
Autoridade monetária já alertou que a crise pode elevar inadimplência.
Crise financeira
O Banco Central já alertou, na semana passada, que a crise financeira internacional pode gerar aumento do desemprego e queda da renda no Brasil, o que, por sua vez, poderia resultar em aumento da inadimplência das pessoas físicas, levando em conta "o crescente endividamento das famílias nos últimos anos". Segundo a instituição, outro fator que pesa para o aumento da inadimplência foi o aumento dos juros realizado no primeiro semestre.
Mesmo com o advento da crise financeira internacional, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, acredita que a economia brasileira continuará crescendo, o que deverá gerar acomodação (estabilidade ou pequeno crescimento) da inadimplência neste ano.
"O mercado de trabalho está dinâmico, com oportunidade de ocupação e aumento da renda. Embora a ocupação esteja crescendo em um ritmo menor, ela continua aumentando. É um cenário diferente de 2008, quando houve ruptura e perda de emprego. Quando realmente observamos um repique da inadimplência", declarou ele.
Pessoas físicas e empresas
A inadimplência somente das pessoas físicas, ainda segundo o BC, também subiu em agosto, para 6,7%, ante 6,6% das operações em julho deste ano.
Com isso, chegou ao maior nível desde maio do ano passado (6,8%), de acordo com informações da autoridade monetária. No ano, a inadimplência das pessoas físicas subiu 1 ponto percentual, pois estava em 5,7% no fim do ano passado.
Já a taxa de inadimplência das operações dos bancos com as empresas subiu de 3,8% ao ano em julho para 3,9% em agosto.
Trata-se do maior nível, porém, desde outubro de 2009, quando estava em 4%. Nos sete primeiros meses de 2011, a inadimplência das empresas avançou 0,4 ponto percentual, pois somou 3,5% em dezembro do ano passado.
Maturéia1