25 de novembro de 2011

Laços de sangue II: PC prende 4 acusados de pistolagem entre clãs que já fez mais de 100 vítimas na Paraíba

Objetos apreendidosO Grupo Tático da Polícia Civil desencadeou hoje a segunda etapa da operação Laços de Sangue, montada para desarticular clãs familiares que praticam pistolagem e tráfico de drogas na Paraíba. "Em quatro décadas, as famílias Suassuna, Veras e Oliveira já foram responsáveis por mais de 100 mortes aqui na cidade de Catolé do Rocha", disse o delegado.

Foram presos Humberto Suassuna, Chateaubriand Suassuna, Maria Lemos da Silva e Evandro Oliveira. De acordo com o delegado regional André Luis Rabelo, eles são acusados de participação nas mortes de Raimunda Keila Batista de Mesquita, Raimundo Batista Mesquita e Francisco Alvibar de Mesquita. Os crimes foram registrados este ano, em Catolé.

Com Humberto Suassuna, a polícia encontrou uma pistola 380. Os presos foram encaminhados para a 8ª Delegacia Regional do município e serão transferidos para presídios da região.

A primeira etapa da operação, realizada no final de setembro, prendeu 15 pessoas. Todas teriam participação em pistolagem, resultado de rixas entre as famílias e disputas por tráfico de drogas. Todas foram autuadas por homicídios, formação de quadrilha, posse ilegal de arma, entre outros crimes.

Laços de SangueOs clãs teriam ação no Litoral e Sertão da Paraíba e, ainda, no interior do Rio Grande do Norte e Ceará. Ainda de acordo com o delegado, os pistoleiros são armados, organizados e já atuam há mais de quatro décadas – período em que teriam vitimado mais de 100 pessoas.

Para o delegado regional de Catolé do Rocha, André Rabelo, a expectativa é que essa operação ponha um fim a uma guerra entre as famílias. "Esperamos reduzir significativamente os índices de crimes na região, acabando com esse ciclo de violência que perdura há décadas em Catolé do Rocha e região”, concluiu.

O delegado geral da Polícia Civil, Severiano Pedro do Nascimento, destacou a importância da operação, conseqüência de um trabalho considerado inédito na Paraíba. "Este trabalho dá continuidade à maior operação de combate ao crime organizado no sertão. Sem dúvida irá trazer grandes reflexos na região, reduzindo os índices de violência no Estado”, ressaltou.

Portal Correio
Edição Maturéia1