Encarcerados interagem na rede e divulgam fotos tiradas em celas, no banho de sol e durante visitas
Rafael Marcílio criou a conta no facebook com o nome de “Rafael Paqueta”, no dia 29 de setembro, quando já se encontrava preso no Róger. A última postagem foi às 11h de ontem, com a foto de Rafael sem camisa, com boné e fones de ouvido, na cela.
Rafael mantém o perfil atualizado, com fotos do seu dia a dia dentro da penitenciária. Em suas atualizações, são constantes fotografias da cela onde cumpre pena, bem como de outros presos, um deles exibindo orgulhoso, duas facas peixeiras. No perfil, o detento tem 231 amigos e também há diversas fotos, até de seu filho, durante visita realizada no último domingo.
Ele não é o único na rede e interage com outros presos e com pessoas de fora do presídio e nenhum faz questão de esconder a situação.
Em agosto, a Sedap transferiu um preso para o PB1 após ele ser pego em flagrante utilizando o Facebook. O secretário adjunto de administração penitenciária, coronel Arnaldo sobrinho disse desconhecer esses novos casos.
Presos identificados serão transferidos
A denúncia foi trazida na edição de hoje do Jornal Correio da Paraíba. A reportagem revela que presos estão criando contas no Facebook, postando mensagens e fotos e interagindo através de smartphones e de computadores.
De acordo com o gerente executivo do Sistema Penitenciário da Paraíba (Seap), Arnaldo Sobrinho, a denúncia foi recebida pela secretária no final da tarde desta terça-feira (6). A determinação do secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Coronel Washington França foi pela abertura de sindicância para apurar a responsabilidade da ação, além da transferência dos presos identificados.
“Nós recebemos a denúncia no final da tarde de ontem e fizemos a checagem para ver se realmente as fotos foram postadas dentro do presídio. Já fizemos a separação desses presos identificados e vamos processar a transferência para o PB1”, afirmou Arnaldo Sobrinho.
Quanto aos equipamentos utilizados pelos detentos para cometer o ilícito o gerente executivo acredita que foram usados smartphones. Ele atribuiu a entrada dos celulares ao movimento intenso de visitas no presídio.
“A gente tem feito gente tem feito o trabalho intenso, os agentes penitenciários têm apertado o cerco nessas revistas, mas de visita o Roger recebe mais de 600 visitantes, e é possível que em uma situação ou outra passe algum equipamento”, disse o gerente que completou, “esse transporte não se dá de forma tão clara, as pessoas introduzem esses objetos nas partes intimas, e as vezes o detector de metal não consegue detectar onde encontra-se esse aparelho”.
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