De acordo o TCE, Júlio Cavalcanti não comprovou gastos realizados no município em “obras de recuperação de calçamento, de abastecimento d’água do Riacho do Meio, de esgotos e de praça da repetidora, obras de implantação de rede elétrica e obras e serviços em caixas coletoras de lixo”.
Júlio Cavalcanti, que terá 60 dias para o ressarcimento do dinheiro aos cofres públicos, governou Olho D’água por dois mandatos consecutivos, de 2001 a 2004 e de 2005 a 2008, e teve várias prestações de contas reprovadas pelo TCE.
As contas de 2008, por exemplo, foram desaprovadas em sessão realizada em agosto de 2010, também por despesas não comprovadas, e o TCE aplicou um débito ao ex-gestor no valor de R$ 51,5 mil.
Mas não foi apenas o TCE que encontrou irregularidades nos dois governos seguidos de Júlio Cavalcanti. Em 2010, o Ministério Público Federal em Sousa ajuizou uma Ação de Improbidade Administrativa contra o ex-prefeito por desvios R$ 240 mil da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) no ano de 2003. O dinheiro, segundo o MPF, não foi aplicado corretamente na construção de casas de alvenaria, em substituição das de taipa, no programa federal voltado para o controle da doenças de chagas.
Folha do Vale | Edição Maturéia1